quinta-feira, 26 de março de 2009

Fauvismo




Fauvismo é o nome dado à tendência estética na pintura que buscou explorar ao máximo a expressividade das cores na representação pictórica.
O fauvismo teve origem no final do Século 19, ao contar com precursores como Paul Gauguin e Vincent Van Gogh.
O estilo destes dois artistas, que trabalharam juntos no mesmo ateliê, guardava semelhanças e foi imitado pelos chamados fauvistas principalmente no uso exacerbado das cores agressivas e a representação plana, que imprimia grande teor dramático à representação pictórica.
A tendência fauvista não só revolucionou o uso das cores na pintura moderna como foi uma das origens dos posteriores movimentos de ruptura estética nas artes plásticas.
O termo “fauvismo”, na verdade, teve origem a partir das observações corrosivas do crítico de arte Louis Vauxcelles após ter visitado uma mostra de pinturas de vários artistas, entre eles HenryMatisse. Vauxcelles utilizou a expressão “Les Fauves” ao se referiraos artistas.
O uso pejorativo da expressão, que pode significar “os animais selvagens”, prevaleceu nas críticas imediatamente posteriores.
Apesar da negação do rótulo e dos protestos pelos artistasintegrados à nova tendência, que não chegaram a lançar nenhum manifesto teórico de afirmação e nomeação da sua linha estética, o termo “fauvismo” acabou permanecendo, talvez indevidamente, nos estudos da história da arte.
Tendo curto período de existência, o que caracterizaria os movimentos vanguardistas posteriores, o “fauvismo” reuniu sob al iderança de Matisse pintores como Georges Braque, Andre Derain,Georges Roualt, Kees van Dongen e Raoul Dufy.
BRAQUE
(Georges), pintor francês (Argenteuil, 1882 - Paris, 1963). Iniciadordo cubismo, com Picasso, é autor de naturezas-mortas.DERAIN (André), pintor francês (Chatou, 1880 – Garches, 1954). Um dosprincipais representantes do fauvismo.DUFY (Raoul), pintor, gravador e decorador francês (Le Havre, 1877 –Forcalquier, 1953). Impressionista a princípio, mais tardeinfluenciado por Toulouse-Lautrec, e pelo fauvismo, destacou-se também como gravador (Bestiário) e em trabalhos de tapeçaria (Caçador).Distinguiu-se sobretudo com A fada Eletricidade, vasta decoração parao pavilhão da Eletricidade, na Exposição Internacional de 1937(Paris).
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quarta-feira, 25 de março de 2009

Irmãos Campana


Brasileiros na vanguarda do design internacionalFios emaranhados ou entrelaçados dos mais variados materiais, como algodão, plástico, cobre etc., retalhos coloridos e estampas em formas exuberantes transformam uma cadeira numa obra de arte.Muito além da beleza plástica, suas peças materializam o gênio inventivo, explosivo, inquieto, o espírito imaginativo do nosso tempo e povo. Como escreve Maria Helena Estrada no livro Campanas: “Fernando e Humberto andam pela cidade, são atraídos por vendedores de rua e por lojinhas de bric-a-brac, tiram do cotidiano popular a inspiração para suas criações, percorrem o mundo e retornam para o campo, para Brotas, a cidadezinha onde cresceram. Esse ir e vir constante traz como resultado uma obra de matriz brasileira e expressão universal”.Conhecidos internacionalmente como Irmãos Campana, Fernando e Humberto nasceram no interior paulista. O Estúdio Campana surgiu há 21 anos. Humberto, formado em Direito, criava peças, objetos e algum mobiliário e Fernando, arquiteto, foi trabalhar com o irmão. As criações falam e calam aqueles que as contemplam.Quando o “boom” aconteceu? Em 1994, na exposição no MOMA – Museu de Arte Moderna de Nova Iorque –, com curadoria de Paola Antonelli, inesquecível no cenário do design do Brasil e irreversível no do planeta. Mais do que talento, eles tiveram coragem. Enquanto o design internacional caminhava para a industrialização, Fernando e Humberto seguiram noutra vertente, resgatando as mãos dos artesãos, tecendo novas e exuberantes superfícies e dando outro rumo à expressão contemporânea chamada design.Uma novidade de múltiplas sonoridades e formatos surpreendentes estava reservada para o Natal de 2005. São os sinos criados com os mestres vidreiros da Venini. O resultado pode ser visto até 18 de dezembro na Moss Galery, em Nova York, numa instalação que ocupa uma parede de 18 m de extensão por 3,5 m de altura. Nela, 175 sinos de cristal de altura máxima de 70 cm se sustentam numa trama de cordas de cânhamo. Um braço de corda pendente permite que os visitantes façam soar a instalação. Cada uma das peças é numerada e assinada - Campane di Campana; Venini per Moss, 2005. Os preços vão de US$ 1.600 a US$ 9.000.Os Campanas estão com a Zona D desde o primeiro dia, quando a loja da Al. Gabriel Monteiro da Silva, 147, abriu suas portas para o público. Fernando e Humberto criaram com exclusividade a bandeja Ameba para a Zonazero – fábrica de design assinado criada em 2002 por Andréa Elage. Se você quiser ver toda a linha Ninho e outras peças da dupla, visite um dos três endereços da Zona D e não deixe de acessar o http://www.campanas.com.br/. Você vai sentir de perto o porquê de tanto sucesso!Prêmios da dupla1992 - Prêmio Aquisição, Museu de Arte Brasileira FAAP (Fundação Armando Alvares Penteado) São Paulo. Biombo Cerca.1996 - Primeiro Prêmio Categoria Design (1º lugar) XXI Salão de Arte de Ribeirão Preto, SP. Cadeira de Papelão.1997 - Primeiro Prêmio Categoria Móveis Residenciais (1º lugar) ABIMÓVEL (Associação Brasileira de Industria de Móveis) São Paulo. Mesa Inflável.1998 - Segundo Prêmio Categoria Móveis Residênciais (2º lugar) Museu da Casa Brasileira, São Paulo. Estante Labirinto.1999 - Prêmio George Nelson Design Award, Revista Interiors, EUA.2001 - Prêmio Especial, Museu da Casa Brasileira, São Paulo, Brasil, H.Stern coleção de jóias.2005 - Le Prix du Nombre d'Or, Salon du Meuble de Paris, França para Fernando e Humberto Campana.2005 - Primeiro lugar na cDim award da Feira Internacional de Móveis de Valencia pela cadeira Corallo.